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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Manifesto da Marcha Nacional da Liberdade - Uberlândia

Porque pedimos pela LIBERDADE em uma época em que tudo parece ao nosso alcance?


Pedimos liberdade pois acreditamos que a sociedade, o mercado e o sistema político tal qual conhecemos não nos garante uma real participação e representatividade como cidadãos.

Vemos aumentar a cada dia o descrédito da população em relação ao nosso Poder Público e sua adminsitração. O sistema político no qual vivemos desconsidera cada vez mais as demandas e reais interesses dos indivíduos que vivem em sociedade. A corrupção acaba sendo apenas um reflexo que nos permite ver o quanto interesses particularistas e simplesmente materiais estão acima das nossas reais necessidades humanas, como indivíduos e cidadãos que somos. Acreditamos que não estamos apenas conectados virtualmente, mas principalmente estamos conectados com o ambiente e o meio em que vivemos, às nossas necessidades humanas de podermos nos expressar livremente e de sermos ouvidos com igualdade. Por esses fatos e tantos outros, vemos a Marcha da Liberdade como uma maneira verdadeiramente democrática e constitucional de reivindicar por uma REAL DEMOCRACIA.


Não se trata de uma organização. Não se trata de um partido. Surge uma rede feita por gente de carne e osso. Organizados de forma horizontal, autônoma, livre. Convictos de que a Liberdade é uma obra em eterna construção, a base de todas as outras: de credo, de assembleia, de posições políticas, de orientação sexual, de ir e vir. De resistir.

Somos jovens, velhos, estudantes, trabalhadores, minorias no sentido amplo da palavra que compartilham da mesma indignação e não acreditam mais nas incoerências administrativas com as quais temos que lidar em todos os planos de governo, sejam eles municipais, estaduais, nacionais e mundiais.


Temos plena noção e consciência de que é apenas participando, demonstrando nossa verdadeira opinião e indignação nas ruas, que conseguiremos fazer a real mudança e assim, deixarmos de sermos tratados como meras mercadorias e passar a REALMENTE fazer parte do mundo através da valorização de verdadeiros valores humanos conscientes do plano coletivo e do meio sócio, político e ambiental em que vive.

A Marcha da Liberdade, acampamentos populares e inúmeras manifestações reivindicando por uma real democracia têm se espalhado por toda Europa, América Latina e Oriente Médio.

Em 28 de maio de 2011, São Paulo, cerca de 5 mil pessoas de todas cores, crenças e bandeiras, defensores das mais diversas causas, vítimas das mais diferentes injustiças, foram às ruas. Na Internet, uma multidão espalhava a mensagem como vírus pelas redes sociais. Naquele dia, o Brasil marchou unido por um mesmo ideal. Nascia ali a Marcha da Liberdade.

Agora é a vez do Brasil inteiro fazer ecoar este grito, que já se espalha pelo planeta, da primeira Marcha da Liberdade em São Paulo.

Temos as tecnologias virtuais, a internet e suas redes sociais a nosso favor. Estamos conectados e conscientes de que essa indignação e necessidade por mudança se encontra por todas as partes no atual momento. E assim, conectados podemos perceber o quanto as angústias, reivindicações, reflexões e apelos que encontramos em nossa cidade são compartilhados em âmbito global por aqueles que não acreditam estar realmente vivendo a liberdade e igualdade real que só uma Democracia Real poderia garantir. Conectados virtualmente, viemos agir sobre o mundo real.


Dia 18 de junho, a Marcha da Liberdade se espalha por dezenas de cidades, conectando várias forças em uma ação que explicita o desejo de novas formas de interação e participação em sociedade, a pré-disposição ao debate, o mútuo respeito à opinião e às diferenças, a ânsia por uma democracia efetiva.

Acreditamos que precisamos agir localmente frente a um sistema político que se julga democrático, mas que no entanto, priva as considerações e expressões de grande parte de seus cidadãos.


Ciclistas, lutem pelo fim do racismo. Negros, tragam uma bandeira de arco-íris. LGBTT, gritem pelas florestas. Ambientalistas, cantem. Artistas de rua, defendam o transporte público.
Pedestres, falem em nome dos animais. Estudantes, clamem pela cultura. Músicos, venham pela educação. Não somos virtuais. Somos transversais. Somos REAIS.


Queremos uma DEMOCRACIA REAL. Espalharemos cada vez mais as informações e instrumentos necessários para uma verdadeira participação tendo em vista que essa acessibilidade nos é um direito previsto em nossa Constituição de 1988.

Somos todos uberlandenses, mineiros, brasileiros, bolivianos, chilenos, latinos, espanhóis, europeus, egípcios, africanos.


Somos o mundo.


Somos livres.

E estamos JUNTOS!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

1a. Reunião pela Marcha da Liberdade em Uberlândia

Quarta-feira, 8 de Junho, 21h
Centro de Convivência da UFU
(CC da UFU, Santa Mônica)


Pauta:
-- Estratégias de divulgação e mobilização;
-- Dinâmica da manifestação;

MARCHA:

Sábado, 18 de junho
Horário· 14:00 - 18:00
Local: Praça Sérgio Pacheco - Uberlândia - MG


Em casa, somos poucos. Juntos, somos todos!


"Art. V Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença."

segunda-feira, 28 de março de 2011

Manifestação Artística pelo Teatro Grande Otelo

terça, 29 de março
10:00 - 14:00

Teatro Grande Otelo
Avenida João Pinheiro, Bairro Aparecida
Uberlândia, Minas Gerais, Brasil


Levem suas cores, sons, cantos e movimentos.
Vamos dar vida a esse espaço esquecido por nosso governantes!




Nossa iniciativa justifica-se em função da importância de preservarmos a memória cultural do uso desse espaço, fruto do esforço de muitos cidadãos em proveito do desenvolvimento cultural e artístico da região. Trata-se de uma localização estratégica e de fácil acesso à população, construída pelo esforço de várias pessoas e instituições da sociedade civil e do poder público, e que consideramos importantíssima para a democratização do acesso à cultura em Uberlândia. Esta reivindicação surgiu em função do pronunciamento público da atual gestão municipal anunciando a demolição do prédio que leva o nome do mais ilustre artista cênico de nossa cidade, e encontra-se desativado há anos. Tendo o prédio sofrido sérios processos de degradação, solicitamos que sua reforma seja executada com ampla participação dos setores culturais em suas decisões, tanto no que diz respeito à memória imaterial do local, quanto sua destinação após a reforma, a fim de salvaguardarmos que ele sirva novamente às necessidades da classe artística atual.
O Movimento Cultura Uberlândia é uma iniciativa voluntária, apartidária e autônoma de artistas, estudantes, produtores culturais e demais indivíduos comprometidos com a ampliação e democratização das políticas culturais em Uberlândia, mobilizados pela preservação de nossa memória e patrimônio material e imaterial.
O Teatro Grande Otelo, antigo Cine Vera Cruz, é ponto importantíssimo de promoção e acesso à arte e à cultura em nosso município. Sua desativação traz prejuízos incalculáveis à população e ao desenvolvimento cultural da cidade e região.
A magnitude artística de Grande Otelo e o reconhecimento internacional deste ilustre cidadão uberlandense, justificam sobremaneira que o Município se empenhe em investir na imediata reforma e reativação do Teatro que leva seu nome, de modo que naquela mesma esquina do antigo bairro Operário, onde também se situa a praça e o Santuário de Nossa Senhora Aparecida, fique consolidada um referencial histórico-cultural de Uberlândia.
Nesse sentido, acreditamos que a reativação do teatro deverá, além de levar o nome do artista Grande Otelo, contar com um acervo permanente que mantenha viva e acessível sua memória.