terça-feira, 25 de outubro de 2011

Reunião MUDI - Movimento Cultura Uberlândia *ESPECIAL MUSGO

Pátio do Bloco 5O -Campus Sta Mônica
10 de novembro - às 18h

PAUTA:

- Ação Teatro Grande Otelo
- Projeto que “dispõe sobre a utilização de espaços públicos para fins artísticos culturais”
- Realização de Conferencia Municipal de Cultura
- Informes Gerais


A reunião vai acontecer dentro da Programação Festival MUSGO de Artes Integradas.

O Movimento Cultura Uberlândia é uma iniciativa voluntária, apartidária e autônoma de artistas, estudantes, produtores culturais e demais indivíduos comprometidos com a ampliação e democratização das políticas culturais em Uberlândia, mobilizados pela preservação de nossa memória e patrimônio material e imaterial.
O nosso lema é “Juntos para debater, multiplicar, reivindicar, propagar a cultura e a arte nas suas diversas linguagens, territórios e possibilidades”.
Diante disso, cobramos a reforma do Teatro Grande Otelo. A nossa luta foi reconhecida pelo Ministério Público, e atualmente, uma liminar exige a colocação do telhado do prédio.

Além disso, apresentamos uma proposta que alterava a composição do Conselho Municipal de Cultura. Esta proposta foi aprovada por unanimidade, e o CMC no próximo ano será composto por 10 representantes, sendo um de cada área, sociedade indígena; cultura afro-brasileira; dança; teatro; música; artesanato e design; audiovisual; artes visuais; comunicação social e novas mídias; literatura e leitura.

Ainda podemos trabalhar com frentes que fiscalizem os recursos públicos para a Cultura. Dentre esses recursos podemos citar o acompanhamento da LOA, LDO, sempre tentando construir um orçamento participativo na cidade.

Retomamos, assim, a idéia da cultura como um direito dos cidadãos e um processo social de conquista de autonomia, ao mesmo tempo em que se ampliam as possibilidades de participação dos setores culturais na gestão das políticas culturais.


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

É possível reformar, SIM!

Manifestação em frente ao Teatro Grande Otelo
março 2011

O Juiz da Primeira Vara da Fazenda Pública, João Ecyr Mota Ferreira, concedeu no último dia 22 de setembro, mais uma liminar na ação judicial movida pelo Ministério Público contra a demolição do Teatro Grande Otelo, determinando que a Prefeitura elabore projeto de restauração do prédio no prazo de 10 dias e realize em 30 dias a cobertura do telhado.


A decisão judicial baseou-se no laudo elaborado pela Faculdade de Engenharia Civil da UFU (Universidade Federal de Uberlândia), que analisou as condições gerais do Teatro em relação à sua integridade estrutural.


Na conclusão do laudo destacou-se “que o vendaval que causou o destelhamento do Teatro não apresenta sinais evidentes de ter afetado a estrutura da cobertura, ficando restrito às telhas”. E continua: “Quanto às paredes, não se observam visualmente sinais indicadores de patologias que possam caracterizar cabalmente a presença de problemas relevantes de recalques na fundação”.


Por fim, o laudo pericial atesta que ”não se verificou nenhuma patologia que indicasse algum problema estrutural grave que não pudesse ser resolvido por meio de intervenções consideradas convencionais pela engenharia civil”.


A nova liminar e o novo laudo pericial contradizem a posição da Prefeitura Municipal, que anunciou em fevereiro deste ano a necessidade de demolição do prédio em razão de comprometimento estrutural da edificação. Mesmo em sua defesa no processo, a Prefeitura sustentou a necessidade da demolição, por risco de desabamento e impossibilidade de restauração, além de negar a existência de valor cultural e histórico do Teatro Grande Otelo.


Dentro do processo, o promotor Fábio Guedes, autor da ação, destaque que “Nascido em Uberlândia foi Grande Otelo uma das maiores personalidades das artes cênicas brasileiras. Neste prédio, inúmeras atividades culturais foram realizadas, agregando valor cultural à comunidade. Por tudo isso é o mencionado prédio referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, seja no âmbito no material como no imaterial”


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